A paz é que o povo chama/ a paz é que o povo chama/ Se há que expor ideias / que vão a nosso contento / é discutir com maneiras / o que vai no pensamento / Angola é mulher é flor/ é mãe que a todos ama/ acabem com esta dor / a paz é que o povo chama.
(Vários músicos, in Projecto "A Paz é que o Povo Chama")

Sábado, Maio 12, 2012

"Nunca como atualmente foram tão evidentes a transformação da atividade literária com arte em mercadoria e a sujeição das estratégias, construções estéticas em estratégias comerciais, de que a valorização do secundário e a subvalorização do importante, o sensacionalismo, a superficialidade, o oportunismo, a desonestidade e os outros excessos até de aproveitamentos políticos, constituem em planos diversos, expressões concretas. Isto vende uma imagem que se traduz na ideia de uma rendição ao possível por parte dos artistas (escritores), especialmente dos poetas e das instituições afins a eles. Todos fazem o que é possível fazer, todos falam o que é permitido falar. Existem claro, as raras excepções, as quais, de tão raras, quase não se deixam ver. Esta situação mais do que um fator, gera uma dificuldade na hora de qualquer escolha."

Abreu Paxe, In «Suplemento Mutamba, Novo Jornal», Luanda 11/05/2012.
A.Paxe (Esq.), Maria Celestina Fernandes (centro)
e José Luis Mendonça, durante lançamento
do romance "Axiluanda" na Universidade
Katyavala Bwila, Benguela, 2010
 

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